Falar Saúde n.º 140
Mês do coração e de Maria

Prof.ª Isabel Cristina
12/05/2026

Quando pensamos no coração, normalmente lembramo-nos de amor, emoções ou daquela sensação estranha antes de um teste importante. Mas o coração é muito mais do que um símbolo romântico: é o motor do nosso corpo, funcionando sem parar, todos os dias da nossa vida.

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“Só se vê bem com o coração,
o essencial é invisível aos olhos..”

(Antoine de Saint-Exupéry)

 

Por isso, o mês de maio é conhecido, em muitos países, como o “Mês do Coração”, uma oportunidade para falar sobre saúde cardiovascular, hábitos saudáveis e prevenção de doenças que podem afetar pessoas de todas as idades, incluindo os jovens.
O coração é um músculo que bombeia sangue para todo o corpo. É graças a ele que o oxigénio e os nutrientes chegam ao cérebro, aos músculos e aos órgãos. Em média, o coração bate cerca de 100 mil vezes por dia.


Embora muitas doenças cardíacas apareçam mais tarde na vida, os hábitos, que protegem ou prejudicam o coração, começam a formar-se ainda na adolescência e, atualmente, alguns comportamentos comuns entre os jovens podem aumentar os riscos futuros de problemas cardiovasculares, especialmente quando existem fatores genéticos ou obesidade, tais como:

 

  • alimentação rica em “fast food” e bebidas açucaradas;

  • sedentarismo;

  • poucas horas de sono;

  • stresse constante;

  • consumo de tabaco;

  • excesso de tempo em frente aos ecrãs.


O mais importante é perceber que saúde cardiovascular não é um tema “de adultos”. O coração que terás aos 40 ou 50 anos começa a ser construído agora.


Segundo vários estudos científicos, manter hábitos saudáveis desde cedo reduz significativamente o risco de hipertensão, obesidade e doenças cardiovasculares na idade adulta. Eis, assim, alguns conselhos:

 

  • Mexe-te mais. Não precisas de ser atleta. Caminhar, dançar, andar de bicicleta ou praticar um desporto já ajuda o coração a ficar mais forte;

  • Dorme melhor. Dormir pouco afeta a concentração, o humor e até a tensão arterial. Os adolescentes precisam, em média, de 8 a 10 horas de sono por noite;

  • Alimenta-te de forma equilibrada: frutas, legumes, peixe, água e menos alimentos ultraprocessados ajudam todo o organismo, incluindo o coração;

  • Cuida também da saúde mental. Ansiedade e stresse constantes podem afetar o corpo, fisicamente falando. Falar com amigos, família ou profissionais faz parte do cuidado com a saúde.

 


No contexto da tradição católica, especialmente em países como Portugal, o mês de maio também é dedicado à Virgem Maria. A relação entre a saúde do coração e a devoção mariana não é médica, no sentido científico, mas espiritual, emocional e comunitária. As práticas religiosas, frequentemente, fortalecem vínculos sociais e senso de propósito. Amor, compaixão, fidelidade e acolhimento inspiram atitudes de perdão, serenidade e cuidado com os outros, ou seja, comportamentos associados a melhor bem-estar emocional e social. Estudos em psicologia e saúde pública mostram que pessoas, com redes de apoio, esperança e rotina espiritual consistente, tendem a apresentar melhores indicadores de saúde mental e, em alguns casos, cardiovascular.


Porque cuidar do coração não é apenas viver mais. É viver melhor!

 

Prof.ª Isabel Cristina

 

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